quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
oooowww. Estou cansada...
E um bocadinho estranha.. Ultimamente parece-me que o meu corpo anda num num tumulto ou numa mudança qualquer, e noto isso na prática. Parece que trabalho com ferramenta nova. Não sei bem de quem são as pernas que deviam esticar, e depois sinto que me perco. Não sei se sinto mais ou menos, sei é que não é familiar. E não é só na prática. Às vezes ponho por acaso a mão numa qualquer parte do meu corpo... e está diferente. Mesmo só a passar a mão pela pele, parece diferente. E tem necessidades diferentes. Eu sei que é uma coisa natural, ao longo da vida o nosso corpo e a nossa pele e o nosso cabelo vão-se transformando, mas mesmo assim... agora sinto muito, porque parece que o meu interior está a mudar com ele (ou o contrário? não sei, está tudo uma confusão). Parece que tudo se cola e se influencia, o corpo, a cabeça, a prática, e as outras coisas na vida, está tudo assim uma mancha.
c-o-n-f-u-s-a-o.
:D
Bem, descobri finalmente o que é pôr o peso na parte interna dos antebraços (ou não é nada assim?) em sirsasana. E os meus cotovelos que se afastavam depois de subir, e as mãos que abriam, e os pulsos que não faziam força nenhuma... oh pois se puser o peso no bordo interior isso não acontece. Só que a base parece que fica mais estreita, e depois tenho menos equilíbrio e cansa mais porque obriga-me mesmo a ter os ombros sempre subidos. Oh. Fora isso, deve estar uma vergonha. Eheh. Acho que também sinto mais ou menos o que é "subir as pernas para longe do tronco" em halasana. Cheira-me que há um ror de coisas que me disseram 500 vezes nas aulas mas que não ficaram muito bem interiorizadas. lol
Já não me lembro de fazer savasana. Quero dizer, deito-me e fico deitada 5 minutos. Mas não tem nada a ver com savasana, fico sempre a pensar em qualquer coisa! Sempre!
E um bocadinho estranha.. Ultimamente parece-me que o meu corpo anda num num tumulto ou numa mudança qualquer, e noto isso na prática. Parece que trabalho com ferramenta nova. Não sei bem de quem são as pernas que deviam esticar, e depois sinto que me perco. Não sei se sinto mais ou menos, sei é que não é familiar. E não é só na prática. Às vezes ponho por acaso a mão numa qualquer parte do meu corpo... e está diferente. Mesmo só a passar a mão pela pele, parece diferente. E tem necessidades diferentes. Eu sei que é uma coisa natural, ao longo da vida o nosso corpo e a nossa pele e o nosso cabelo vão-se transformando, mas mesmo assim... agora sinto muito, porque parece que o meu interior está a mudar com ele (ou o contrário? não sei, está tudo uma confusão). Parece que tudo se cola e se influencia, o corpo, a cabeça, a prática, e as outras coisas na vida, está tudo assim uma mancha.
c-o-n-f-u-s-a-o.
:D
Bem, descobri finalmente o que é pôr o peso na parte interna dos antebraços (ou não é nada assim?) em sirsasana. E os meus cotovelos que se afastavam depois de subir, e as mãos que abriam, e os pulsos que não faziam força nenhuma... oh pois se puser o peso no bordo interior isso não acontece. Só que a base parece que fica mais estreita, e depois tenho menos equilíbrio e cansa mais porque obriga-me mesmo a ter os ombros sempre subidos. Oh. Fora isso, deve estar uma vergonha. Eheh. Acho que também sinto mais ou menos o que é "subir as pernas para longe do tronco" em halasana. Cheira-me que há um ror de coisas que me disseram 500 vezes nas aulas mas que não ficaram muito bem interiorizadas. lol
Já não me lembro de fazer savasana. Quero dizer, deito-me e fico deitada 5 minutos. Mas não tem nada a ver com savasana, fico sempre a pensar em qualquer coisa! Sempre!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Ui, há tanto tempo que não escrevo nada! Acho que é porque ultimamente ando numa fase esquisita: tanto estou com mil ideias na cabeça, como estou quase em exaustão, e por isso não consigo estruturar nada. A minha prática anda também diferente, um bocado dessa mesma forma. Em termos de quantidade, está mais ou menos na mesma, não consigo aumentar. Em geral, fisicamente na maioria das posturas sinto-me mais flexível. Mas também há outras em que sinto que tenho que fazer mais esforço, como se não tivesse tanta força (por exemplo, sirsasana). Mentalmente, lá está, estou cheia de ondulações!!! Há dias em que estou muito distraída... sinto muito isso principalmente em posturas de equilíbrio. Noutras posturas, acho que o facto de fisicamente não me custarem tanto faz com que me distráia mais facilmente (por exemplo, não me custa tanto fisicamente torcer-me em parivrtta trikonasana, mas perco facilmente o equilíbrio... ou então quando dou por mim estive 5m em sarvangasa com a cabeça a pensar noutra coisa qualquer), mas noutras, acho que estar fisicamente mais confortavel permite sentir coisas que não sentia antes.
Sabendo que pode parecer paradoxal, já se sabe que tenho uma paixão se calhar demasiado grande para ser saudável por nadar, mas às vezes noto que há coisas que retiro disso que depois me ajudam na prática de yoga. Por exemplo, eu já sei desde ha algum tempo que nas posturas temos que aprender a relaxar algumas partes do corpo sem perder energia nalguns pontos (talvez o esteja a dizer de forma demasiado brejeira...), mas claro que durante a prática não pensava muito nisso, talvez porque muitas vezes estou concentrada em puxar aqui, rodar ali, fazer força acolá... mas às vezes quando dou indicações nas aulas de natação, digo a alguém "ora estique bem os braços" e elas esticam, e esticam também as mãos. E depois digo, "mantenha os braços esticados... e agora relaxe as mãos" Ui, é uma complicação. Ou não conseguem mesmo relaxar as mãos, ou então relaxam-nas mas também deixam os braços morrer e dobrar... Ora é engraçado que para mim não é nada complicado, é quase intuitivo, só que não sei porquê. E hoje estava em Adho Mukha (com as mãos contra o rodapé) e normalmente eu penso muito em rodar a parte de cima dos braços para fora e descer os ombros... e estava a pensar nisso e de repente senti que estava a fazer muita força no pescoço, a puxa-lo em direcção ao chão... então deixei-o cair, como se estivesse pendurado entre os braços, pareceu-me que instantaneamente os meus ombros desceram e os trapézios relaxaram, sem eu ter que fazer a força do costume para isso.
Ui... queimei.
Sabendo que pode parecer paradoxal, já se sabe que tenho uma paixão se calhar demasiado grande para ser saudável por nadar, mas às vezes noto que há coisas que retiro disso que depois me ajudam na prática de yoga. Por exemplo, eu já sei desde ha algum tempo que nas posturas temos que aprender a relaxar algumas partes do corpo sem perder energia nalguns pontos (talvez o esteja a dizer de forma demasiado brejeira...), mas claro que durante a prática não pensava muito nisso, talvez porque muitas vezes estou concentrada em puxar aqui, rodar ali, fazer força acolá... mas às vezes quando dou indicações nas aulas de natação, digo a alguém "ora estique bem os braços" e elas esticam, e esticam também as mãos. E depois digo, "mantenha os braços esticados... e agora relaxe as mãos" Ui, é uma complicação. Ou não conseguem mesmo relaxar as mãos, ou então relaxam-nas mas também deixam os braços morrer e dobrar... Ora é engraçado que para mim não é nada complicado, é quase intuitivo, só que não sei porquê. E hoje estava em Adho Mukha (com as mãos contra o rodapé) e normalmente eu penso muito em rodar a parte de cima dos braços para fora e descer os ombros... e estava a pensar nisso e de repente senti que estava a fazer muita força no pescoço, a puxa-lo em direcção ao chão... então deixei-o cair, como se estivesse pendurado entre os braços, pareceu-me que instantaneamente os meus ombros desceram e os trapézios relaxaram, sem eu ter que fazer a força do costume para isso.
Ui... queimei.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Bem, porque a Leonor esteve a explicar "el estrecho sandero que és el yoga"... li uns versos no "Bhagavad Gita" que se referiam ao caminho...
Bem, as traduções são um bocadinho diferentes... Este é o verso 40 do segundo capítulo
Do livro que eu tenho (tradução de Juan Mascaró):
"No step is lost on this path, and no dangers are found. And even a little progress is freedom from fear."
Uma tradução que encontrei na Internet (foi esta que me chamou a atenção, não sei porquê):
"No effort on the yoga path is ever lost, nor can any obstacle hold one back forever. Just a little progress can protect one from the greatest fear."
E a que vem nas folhas da formação (só para ver se me habituo, odeio espanhol urgh):
"En esta senda, ningún esfuerzo se pierde nunca, y ningún obstáculo puede detener; ya un poco de este deber (dharma), libera de un gran temor."
Ora, sei lá se sei mesmo o que quer dizer. Mas gosto.
Bem, as traduções são um bocadinho diferentes... Este é o verso 40 do segundo capítulo
Do livro que eu tenho (tradução de Juan Mascaró):
"No step is lost on this path, and no dangers are found. And even a little progress is freedom from fear."
Uma tradução que encontrei na Internet (foi esta que me chamou a atenção, não sei porquê):
"No effort on the yoga path is ever lost, nor can any obstacle hold one back forever. Just a little progress can protect one from the greatest fear."
E a que vem nas folhas da formação (só para ver se me habituo, odeio espanhol urgh):
"En esta senda, ningún esfuerzo se pierde nunca, y ningún obstáculo puede detener; ya un poco de este deber (dharma), libera de un gran temor."
Ora, sei lá se sei mesmo o que quer dizer. Mas gosto.
Não tenho praticado, tenho-me sentido doentinha... nada de especial, mas se pudesse tinha estado estes últimos dias sem fazer nada, o que não é coisa que costume desejar. Ontem levantei-me, pratiquei meia hora e tive que voltar para a cama... foi um bocado estúpido :D
Coisa ainda mais estúpida foi na Terça, levantei-me e sentia-me esquisita, e juro, parecia que estava deprimida! Pratiquei a sentir-me assim... e depois de tarde doía-me a garganta e os músculos das pernas.... e na Quarta acordei ainda com mais dores de garganta, ouvidos tapados, e dores de cabeça. Digo que é estúpido porque me acontece muitas vezes - parece que sempre que começo a ficar ligeiramente doente, a minha primeira sensação é como se estivesse deprimida, nunca penso logo "ooops posso estar a ficar com uma constipação". Parece que me faz lembrar que com uma depressão se fica quase fisicamente doente.
Dei outra vez grande volta, mas enfim, só lê quem quer :D
Coisa ainda mais estúpida foi na Terça, levantei-me e sentia-me esquisita, e juro, parecia que estava deprimida! Pratiquei a sentir-me assim... e depois de tarde doía-me a garganta e os músculos das pernas.... e na Quarta acordei ainda com mais dores de garganta, ouvidos tapados, e dores de cabeça. Digo que é estúpido porque me acontece muitas vezes - parece que sempre que começo a ficar ligeiramente doente, a minha primeira sensação é como se estivesse deprimida, nunca penso logo "ooops posso estar a ficar com uma constipação". Parece que me faz lembrar que com uma depressão se fica quase fisicamente doente.
Dei outra vez grande volta, mas enfim, só lê quem quer :D
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Bem, porque ando sem aulas tenho um bocado o receio de que a minha prática ande a fazer um ror de asneiras. E ando concerteza. Mas não sei se hei de stressar por causa disso ou não. Não é muito simpático quando parece que se anda para trás nalgumas posturas. Ou que se pense oh, ainda vou estragar tudo o que fiz até agora. Mas acho que nisso, talvez forma de me enganar a mim própria ;) gosto de ser mais optimista e acreditar que isso de se estragar tudo não acontece assim tao facilmente. Aquilo que se aprende há de ter uso mais tarde ou mais cedo, mesmo que não seja naquela que poderia parecer a altura certa. Claro que aqui já me estou a desviar do tema yoga e a pensar noutras áreas da minha vida ;) Nós sabemos lá se o que fazemos hoje nos trará recompensas amanhã. Não há garantias de nada. Mas é engraçado que realmente, aprendi-o recentemente, podemos sentir durante muito tempo que algo foi em vão e depois descobrir que não foi. Deparamo-nos com situações que não esperavamos e aí agradece-se ter a preparação para aproveitar a oportunidade. E ora se na vida, isso acontece... bem, tenho então uma enorme fé no yoga (claro que eu não sei bem o que é, não peguem por aí!). Agora sinto que não preciso de me perguntar, "mas porquê dedicar-me?" Tenho a certeza que dá frutos, quais não sei, mas isso também não interessa.
Mas como é, quando abrem mais aulas no centro, people? :)
Mas como é, quando abrem mais aulas no centro, people? :)
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Estrecho sendero que és el Yoga...
O sr. P. diz muitas vezes duas frases que eu acho perfitamente deliciosas. Uma é o "estrecho sendero que és el Yoga" [presumindo que isto está bem escrito...] e outra é o "por amor a mi madre".
Efectivamente, o caminho do Yoga é estreito. Se calhar demasiado apertado. Tão apertado que parece que às vezes não podemos continuar porque simplesmente não cabemos nele! Mas depois, há sempre alguma coisa que nos impede de retrocer [o malfado do ponto sem retorno] que nos empurra novamente para o trilho certo.
Ainda não consegui equilibrar os meus horários. O despertador está programado todos os dias para as 6.30 e aos sábados para 7.15. O problema é que apesar de já ter passado uma semana, eu continuo a não conseguir deitar-me cedo pelo que o cansaço começa a acumular. Ontem, eram três e meia da manhã e ainda não tinha desligado a televisão... Hoje, quando o despertador tocou às 6.30, disse de uma só vez disse as frases preferidas do sr. P. "Ai por amor de mi madre! que estrecho es el sendero del yoga!"
Mas resolvi combater a preguiça e acordar. O cansaço há-de chegar e o sono, à noite, vir mais cedo.
A PRÁTICA: Hoje tentei agilizar a minha prática pois tenho perdido muito tempo entre as posturas. Sobretudo, distraio-me. Tentei não usar o timer, contando respirações. Em 30'' tenho de fazer 9 ciclos - a primeira vez que fiz o "teste" deu-me qualquer coisa como 12 ciclos...
A primeira parte da prática [resolvi não cortar nenhum dos asteriscos do Programa 4] correu muito bem. A maior dificuldade foi contar os ciclos e continuar mininamente atenta ao que estava a fazer nas posturas. Mas depois da série de sirsasana as coisas começam a complicar. Fico cansada ou distraída e a meio das posturas páro de contar as respirações e depois acabo por me perder.
Mas desta vez acho que não correu tão mal. Na segunda feira, em 90 minutos apenas pratiquei 40. Nada razoável, portanto. Hoje já não foi tão mal. Nos mesmos 90 minutos pratiquei 56.
Tenho de procurar: "Parvatasana em Sukhasana". De vez em quando bloqueio mesmo nos nomes das posturas. Não fiz as variações em Sirsasana e Sarvangasana e Halasana não deve ter sido mais do que um minuto. Aliás, definitivamente não consigo fazer Halasana de manhã... [E já agora à tarde... e à noite também deve ser complicado...].
Mas fiz 6 minutos de Savasana! E mais: soube-me muito bem. Não custou nada e acho que consegui relaxar perfeitamente. Até porque me sinto bastante cansada e moída. Também deve ter a ver com as vezes que ontem, na aula, subi e desci de Urdhva Dandurasana...
Quando tiver tempo, tipo daqui a dois anos, escrevo um post sobre a primeira aula de formação...
Efectivamente, o caminho do Yoga é estreito. Se calhar demasiado apertado. Tão apertado que parece que às vezes não podemos continuar porque simplesmente não cabemos nele! Mas depois, há sempre alguma coisa que nos impede de retrocer [o malfado do ponto sem retorno] que nos empurra novamente para o trilho certo.
Ainda não consegui equilibrar os meus horários. O despertador está programado todos os dias para as 6.30 e aos sábados para 7.15. O problema é que apesar de já ter passado uma semana, eu continuo a não conseguir deitar-me cedo pelo que o cansaço começa a acumular. Ontem, eram três e meia da manhã e ainda não tinha desligado a televisão... Hoje, quando o despertador tocou às 6.30, disse de uma só vez disse as frases preferidas do sr. P. "Ai por amor de mi madre! que estrecho es el sendero del yoga!"
Mas resolvi combater a preguiça e acordar. O cansaço há-de chegar e o sono, à noite, vir mais cedo.
A PRÁTICA: Hoje tentei agilizar a minha prática pois tenho perdido muito tempo entre as posturas. Sobretudo, distraio-me. Tentei não usar o timer, contando respirações. Em 30'' tenho de fazer 9 ciclos - a primeira vez que fiz o "teste" deu-me qualquer coisa como 12 ciclos...
A primeira parte da prática [resolvi não cortar nenhum dos asteriscos do Programa 4] correu muito bem. A maior dificuldade foi contar os ciclos e continuar mininamente atenta ao que estava a fazer nas posturas. Mas depois da série de sirsasana as coisas começam a complicar. Fico cansada ou distraída e a meio das posturas páro de contar as respirações e depois acabo por me perder.
Mas desta vez acho que não correu tão mal. Na segunda feira, em 90 minutos apenas pratiquei 40. Nada razoável, portanto. Hoje já não foi tão mal. Nos mesmos 90 minutos pratiquei 56.
Tenho de procurar: "Parvatasana em Sukhasana". De vez em quando bloqueio mesmo nos nomes das posturas. Não fiz as variações em Sirsasana e Sarvangasana e Halasana não deve ter sido mais do que um minuto. Aliás, definitivamente não consigo fazer Halasana de manhã... [E já agora à tarde... e à noite também deve ser complicado...].
Mas fiz 6 minutos de Savasana! E mais: soube-me muito bem. Não custou nada e acho que consegui relaxar perfeitamente. Até porque me sinto bastante cansada e moída. Também deve ter a ver com as vezes que ontem, na aula, subi e desci de Urdhva Dandurasana...
Quando tiver tempo, tipo daqui a dois anos, escrevo um post sobre a primeira aula de formação...
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