Agora até gosto de posturas para a frente. Acalmam, sim, mas porque agora tenho outras coisas em que gastar energia (há um par de anos, só a angústia é que me gastava a energia, nao gastava energia nenhuma de forma bem direccionada). Também é porque fisicamente já não são tão difíceis, pelo menos não tenho aquela dor fininha que tinha nas costas. Quando dói um bocado e é preciso fazer muito esforço, lá se vai a calma!
Posturas de pé, não gosto, por isso faço o mínimo do programa. Excepto das vezes, em que não sei porquê, me apetece. Há de haver alguma razão, mas não sei qual. Quando ando mais ansiosa é que não gosto muito. E sirsasana. Dá-me a sensaçao, quando as tou a fazer, que mais segundo menos segundo, vou dar um pincho e furar o tecto (mas já dei um pontapé na porta!), porque parece que q excitação aumenta! Já percebi que a coisa de se estar sempre totalmente concentrado na prática, etc, não é possível. Pelo menos no meu caso. Há muitas vezes qualquer coisa a chatear, mas acho que e mesmo assim, é como tudo, tem fases. No momento, parece-me muitas vezes uma perda de tempo - ok, duas posturas concentrada, vou a mudar para a terceira e upa, o que me estava a chatear volta a vir à baila. E duas posturas que vão ao ar. Mas no outro dia, estava a fazer posturas de pé e depois quando terminou o grupo estendi-me em supta virasana. O que vejo é o tecto do meu quarto, branco. E ajusta, estica, empurra as coxas para o chao, os joelhos um contra o outro, finalmente paro, e meio minuto depois volta o assunto à baila... mas notei que pelo menos naquele instante, a minha maneira de pensar nesse mesmo assunto, mudou. Não sei, foi como se visse de uma nova perspectiva. Mais simples, como o tecto branco por cima de mim.
Não é uma perda de tempo, mesmo que no momento pareça uma grande porcaria. Faz-se o que se pode! (ui, é das expressoes mais feias que conheço)
Bem, realmente, que cabeça tão bem organizada! Eu nem mexo nos posts depois dos escrever porque senão era para os apagar de tanta confusão.